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ep.12, t.2

Professor Coutinho

#12 Cinema, aula e encerramento

No décimo segundo e último episódio dessa temporada do Ossobuco sobre patrimônio imaterial do Distrito Federal, temos o prazer de conversar com o Professor Coutinho, um apaixonado por cinema, que reconta a trajetória do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e sua profunda conexão com a identidade da capital.

Um verdadeiro passeio pela Brasília da década de 60 em diante pelos corredores da Universidade de Brasília, o Hotel Nacional e o Cine Brasília. 

Aperte o play aqui em cima para ouvir o episódio. Depois volta para descobrir conteúdos extras que preparamos para você. 

Abaixo, disponibilizamos o player do YouTube com o episódio em libras.

Coutinho chegou a Brasília em 1968, o “ano que não terminou”. Ele integrou um grupo de professores que buscava manter vivo o ideal universitário de Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro em um momento de crise institucional sob a ditadura militar.

Naquela época, a Arquitetura fazia parte do Instituto Central de Artes, o que permitiu a Coutinho conviver com figuras icônicas como Jean-Claude Bernardet, Tizuka Yamasaki, Nelson Pereira dos Santos e Vladimir Carvalho. 

Foto: Arquivo Público do DF. Jantar do festival no Hotel Nacional.
Foto: Arquivo Público do DF. Jantar do festival no Hotel Nacional.
Uma das partes mais curiosas de seu relato envolve o Hotel Nacional, que ele considera que deveria ser tombado como patrimônio. Coutinho relembra a atmosfera informal onde o público convivia com grandes estrelas como Glauber Rocha e a icônica Leila Diniz.
 
Coutinho teve um papel direto na preservação dessa memória: como Diretor de Patrimônio Cultural da Secretaria de Cultura do DF, ele entregou a carta de patrimônio imaterial ao Cine Brasília.
 
Ele descreve o cinema como “o mais belo projeto de cinema do Brasil” e um verdadeiro templo que foi feito para o festival, assim como o festival foi feito para ele.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Na conversa, é destacada a resiliência do festival, que hoje se renova através de mostras paralelas e da descentralização para as Regiões Administrativas.

Em suma, o Festival de Brasília não é apenas um evento de cinema, mas um processo de construção da identidade brasiliense que mistura arte, política e convivência urbana.

Para saber mais sobre o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e o Cine Brasília, trazemos alguns links aqui embaixo:

Coordenação-geral, roteiros, edição de conteúdo e apresentação:
Heloisa Rocha
Coordenação de produção, mentoria e curadoria: Denise Köche
Pesquisa: Mayra Fonseca
Coordenador Técnico de Som: Jota
Gestão Administrativa: Beatriz Ramos
Fotos: Zuleika de Souza
Edição e trilha: Aloizio Lows, da Som do Cosmo
Edição de vídeo: Gustavo Bertozzi
Intérprete de Libras: Monica Azevedo e Viviany Lucas
Identidade visual: Vinicius Santos
Site: Daniel Souza e Danilo Lima
Estratégia de Comunicação: Thum Thompson
Mídias Sociais: Carol Dutra
Assessoria de Imprensa: Érica Cidade

No nosso canal no YouTube, você encontra mais de 10 anos de histórias:
youtube.com/user/ossobucobsb

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