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ep.6, t.2

Divino Faleiros

#6 Divino Faleiros e os totens de buriti

O sexto episódio da segunda temporada do podcast Ossobuco explora a importância do reconhecimento e salvaguarda do patrimônio imaterial. A apresentadora Helô destaca a história de Divino Faleiros, um artesão do DF que cria totens entalhados em buriti, ressaltando a falta de apoio para a continuidade de seu trabalho e a possibilidade de que ele seja o último a dominar essa técnica.

O episódio introduz o conceito de Tesouro Vivo, uma política japonesa que valoriza e remunera mestres artesãos, e discute a tramitação de projetos de lei no Brasil para implementar programas semelhantes em nível nacional e local.

Para conhecer o impacto dessas políticas, o episódio convida Júlia Morim, uma antropóloga de Pernambuco, que compartilha sua experiência no processo de registro de parteiras como patrimônio vivo, explicando como tal reconhecimento valoriza indivíduos e seus saberes tradicionais.

Aperte o play aqui em cima para ouvir o episódio. Depois volta para descobrir conteúdos extras que preparamos para você.

Para assistir ao episódio em libras, pode dar o play aqui embaixo.

O buriti é uma palmeira nativa do Brasil e que se encontra principalmente no Cerrado e na Amazônia, indicando onde ficam os cursos d’água. Sabe-se que onde há buriti, há água. É do braço das folhas que Divino esculpe os seus totens e sua história se conecta ao ofício de outros que vieram antes dele.

Divino conheceu “seu Quincas” e seus trabalhos durante o primeiro encontro de artesãos realizado na cidade de Brasilândia, por volta de 1982 ou 1983. Ele relata que chegou a pegar um tótem que Seu Quincas tinha feito e fazer uma cópia, mas reconheceu que não poderia continuar reproduzindo o trabalho de outro artesão. Foi então que ele buscou a sua própria linguagem.

Foto: Zuleika Souza
Foto: Zuleika Souza

No episódio, são citados também a Dona Esmelinda, a Dona Filomena e Seu Manuel Aires. Encontramos uma parte de uma dissertação onde você pode se aprofundar a respeito dessa arte popular do DF. 

Com a perspectiva de que a arte de Faleiros possa chegar ao fim, por ser o último da sua geração de artesãos, a apresentadora lembrou-se de um episódio do podcast da Japan House, onde se fala sobre o conceito de Tesouro Vivo e as políticas de incentivo no Japão, onde há uma bolsa para mestres e mestras artesãos para garantir continuidade e a transmissão das técnicas para novas gerações. 

Fomos então buscar iniciativas semelhantes no Brasil, como o Patrimônio Vivo em Pernambuco com a antropóloga Júlia Morim, onde descobrimos o Museu das Parteiras e que o termo Tesouro Vivo é um nome utilizado mundialmente e está vinculado a uma política da UNESCO.

Foto: Zuleika Souza
Foto: Zuleika Souza

Para saber mais sobre o Museu da Parteira, pode entrar no site dele. 


Após a finalização do episódio, soubemos da publicação de um edital do Ministério da Cultura da
Bolsa Cultura Viva para para Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares. Que bom que esse movimento chegou aqui!

Esperamos que Divino possa transferir seu conhecimento e a arte popular em buriti resista no Distrito Federal.

Coordenação-geral, roteiros, edição de conteúdo e apresentação:
Heloisa Rocha
Coordenação de produção, mentoria e curadoria: Denise Köche
Pesquisa: Mayra Fonseca
Coordenador Técnico de Som: Jota
Gestão Administrativa: Beatriz Ramos
Fotos: Zuleika de Souza
Edição e trilha: Aloizio Lows, da Som do Cosmo
Edição de vídeo: Gustavo Bertozzi
Intérprete de Libras: Monica Azevedo e Viviany Lucas
Identidade visual: Vinicius Santos
Site: Daniel Souza e Danilo Lima
Estratégia de Comunicação: Thum Thompson
Mídias Sociais: Carol Dutra
Assessoria de Imprensa: Érica Cidade

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